
A doença do refluxo gastroesofágico segundo Mincis (2002, p, 221-229) pode ser definida como:
Afecção crônica decorrente do fluxo retrógado de parte do conteúdo gastroduodenal para esôfago e/ou órgãos adjacentes ao mesmo, acarretando variável espectro de sintomas e sinais esofágicos e/ou extra-esofágicos associados ou não a lesões teciduais. A doença do refluxo gastroesofágico é afecção de grande importância por prejudicar a qualidade de vida, e pela possibilidade de apresentar complicações, uma das quais, lesão pré-maligna (esôfago de Barret).
A doença do refluxo gastroesofágico, por sua vez, é freqüentemente definida pela presença de seus sintomas e suas complicações, tem como principal sintoma o vômito.
A doença do refluxo gastroesofágico é afecção de grande importância médico-social pela alta e crescente incidência e por gerar sintomas de intensidade variável, que se manifestam por tempo prolongado, podendo prejudicar consideravelmente a qualidade de vida do paciente.
”Tem prevalência estimada de 20% na população adulta dos EUA e taxas similares na Europa, e no Brasil, estudo populacional empreendido em 22 metrópoles, entrevistando-se amostra populacional de 13.959 indivíduos, observou-se que 4,6% das pessoas entrevistadas apresentavam pirose uma vez por semana e que 7,3% apresentavam tal queixa duas ou mais vezes por semana” (NASI, et. al., 2006). Em função desses dados, estima-se que a prevalência da doença do refluxo gastroesofágico, em nosso meio, seja ao redor de 12%.
A doença do refluxo gastroesofágico ocorre quando este refluxo torna-se excessivo, apresentando-se como uma entidade clínica freqüente e que normalmente se manifesta através dos sintomas clássicos de pirose (azia), regurgitação e disfagia, podendo ocorrer ainda sintomas atípicos, tais como: dor torácica, rouquidão, tosse crônica, sibilos e laringite de difícil tratamento.
Estudos epidemiológicos demonstram que “aproximadamente um terço das populações ocidentais apresenta sintomas sugestivos de Doença do refluxo gastroesofágico pelo menos uma vez por mês, com 4 - 7% da população apresentando sintomas diários” (CAMPOS, 2005).
Pode haver refluxo sem manifestação clinica. O refluxo pode ser ácido (mas freqüentemente), não ácido ou misto, com sintomas típicos ou atípicos.
Os sintomas típicos são pirose (ou azia) e a regurgitação (principalmente).
Embora esses sintomas tenham sensibilidade relativamente alta (em torno de 70%) para o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico estão relacionados com doenças pulmonares, do ouvido, do nariz, da faringe e laringe (MINCIS, 2008).
Há estudos recentes que verificou que:
A associação entre doença de refluxo gastroesofágico e câncer de laringe e faringe, de risco independente do fator fumo. Em estudos recentes verificou-se que alguns casos de distúrbios do sono podem ser explicados pela doença do refluxo gastroesofágico. Alguns pacientes com distúrbio do sono têm doença de refluxo gastroesofágico mais acentuada. Verificou-se também que alguns tipos de arritmias cardíacas melhoram com o tratamento da doença de refluxo gastroesofágico (MINCIS, 2008, p.115).
A gravidade dos sintomas não está intimamente associada à apresentação ou ao grau de histológico da doença do refluxo gastroesofágico; a maioria das pessoas apresenta sintomas de refluxo sem ter lesão na mucosa esofágica distal, devido a curta duração do refluxo. As lesões anatômicas parecem se correlacionar melhor com a exposição prolongada do esôfago inferior ao material refluído. Raramente os sintomas crônicos são intercalados por intensa dor torácica, que pode ser confundida com um ataque cardíaco. Entre as possíveis consequências da intensa esofagite de refluxo estão sangramento, ulceração, formação de estreitamento e tendência para desenvolver esôfago de Barrett, com seus riscos associados (KUMAR; ABBAS; FAUSTO, 2005).
Os sintomas típicos são pirose (ou azia) e a regurgitação (principalmente).
Embora esses sintomas tenham sensibilidade relativamente alta (em torno de 70%) para o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico estão relacionados com doenças pulmonares, do ouvido, do nariz, da faringe e laringe (MINCIS, 2008).
Há estudos recentes que verificou que:
A associação entre doença de refluxo gastroesofágico e câncer de laringe e faringe, de risco independente do fator fumo. Em estudos recentes verificou-se que alguns casos de distúrbios do sono podem ser explicados pela doença do refluxo gastroesofágico. Alguns pacientes com distúrbio do sono têm doença de refluxo gastroesofágico mais acentuada. Verificou-se também que alguns tipos de arritmias cardíacas melhoram com o tratamento da doença de refluxo gastroesofágico (MINCIS, 2008, p.115).
A gravidade dos sintomas não está intimamente associada à apresentação ou ao grau de histológico da doença do refluxo gastroesofágico; a maioria das pessoas apresenta sintomas de refluxo sem ter lesão na mucosa esofágica distal, devido a curta duração do refluxo. As lesões anatômicas parecem se correlacionar melhor com a exposição prolongada do esôfago inferior ao material refluído. Raramente os sintomas crônicos são intercalados por intensa dor torácica, que pode ser confundida com um ataque cardíaco. Entre as possíveis consequências da intensa esofagite de refluxo estão sangramento, ulceração, formação de estreitamento e tendência para desenvolver esôfago de Barrett, com seus riscos associados (KUMAR; ABBAS; FAUSTO, 2005).
O diagnóstico da doença refluxo gastroesofágico é considerado adequado a partir do momento que o portador tenha conhecimento do conceito atual da afecção e de suas variadas manifestações, sendo a pirose e regurgitação suas manifestações típicas; a dor torácica não coronariana, tosse e asma brônquica, disfonia e pigarro podem também ser sintomas decorrentes de refluxo gastroesofágico. Porém, a ausência de manifestações típicas do refluxo (pirose e regurgitação) não exclui o diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico, pois pacientes com manifestações atípicas freqüentemente não apresentam sintomas típicos do refluxo.
São cabíveis dois tipos de abordagem inicial em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico: tratamento empírico (teste terapêutico) e tratamento baseado na confirmação diagnóstica da afecção por exames subsidiários. Na decisão sobre a abordagem a ser adotada, é importante considerar a idade e a presença ou não de manifestações de alarme. Na presença de manifestações de alarme, tais como disfagia, odinofagia, anemia, hemorragia digestiva e emagrecimento, nos indivíduos com história familiar de câncer e naqueles com queixas de náuseas e vômitos e/ou sintomas de grande intensidade ou de ocorrência noturna (NASI, et. al., 2006).
Para Mincis (2002, p. 115) “o diagnóstico deve basear-se na anamnese (sintomatologia), exame físico e exames complementares”.
De acordo (LARANJEIRA, 2007, p. 165) “uma anamnese e exame clínico criterioso permitem o diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico, evitando a realização de exames complementares e a instalação de tratamentos desnecessários”.
E segundo a mesma autora os exames complementares para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico podem ser úteis para:
a) Detectar a ocorrência do refluxo;
b) Estabelecer uma relação causal entre o refluxo e sintomas;
c) Avaliar a terapêutica;
d) Excluir outras causas.
Os exames subsidiários são métodos auxiliares para responder aspectos apresentados pelo paciente.
São cabíveis dois tipos de abordagem inicial em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico: tratamento empírico (teste terapêutico) e tratamento baseado na confirmação diagnóstica da afecção por exames subsidiários. Na decisão sobre a abordagem a ser adotada, é importante considerar a idade e a presença ou não de manifestações de alarme. Na presença de manifestações de alarme, tais como disfagia, odinofagia, anemia, hemorragia digestiva e emagrecimento, nos indivíduos com história familiar de câncer e naqueles com queixas de náuseas e vômitos e/ou sintomas de grande intensidade ou de ocorrência noturna (NASI, et. al., 2006).
Para Mincis (2002, p. 115) “o diagnóstico deve basear-se na anamnese (sintomatologia), exame físico e exames complementares”.
De acordo (LARANJEIRA, 2007, p. 165) “uma anamnese e exame clínico criterioso permitem o diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico, evitando a realização de exames complementares e a instalação de tratamentos desnecessários”.
E segundo a mesma autora os exames complementares para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico podem ser úteis para:
a) Detectar a ocorrência do refluxo;
b) Estabelecer uma relação causal entre o refluxo e sintomas;
c) Avaliar a terapêutica;
d) Excluir outras causas.
Os exames subsidiários são métodos auxiliares para responder aspectos apresentados pelo paciente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Campos, G, L. RVN; DeMeester, TR. Doença do Refluxo Gastroesofágico e Hérnias Diafragmáticas. In: Coelho, JCU. Aparelho Digestivo – Clínica e Cirurgia. 3. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. p.360-385.
CARVALHO, S.D; NORTON, R.C; PENNA, F.J. Aspectos atuais da abordagem da esofagite de refluxo complicada em crianças e adolescentes. Revista Med. Minas Gerais, 2004, 14 (1 supl.3) p. 78 - 84.
GUIMARAES, E. V; MARGUET, C. e CAMARGOS, P. A. M. Tratamento da doença do refluxo gastroesofágico. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2006, vol.82, n.5, suppl., p. 133-145.
KUMAR, V; ABBAS A. K; FAUSTO N; Robbins e Cotran Patologia Bases Patológicas das Doenças. 7ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2005. p. 844
LARANJEIRA, M. Refluxo gastroesofágico. Revista Pediatria Moderna – vol. VLIII – n.4 Julho//agosto – 2007. p. 150 -177.
Mincis, M; Mincis, R. Doença do refluxo gastroesofágico e suas complicações. In: Mincis M, editor. Gastroenterologia & hepatologia: diagnóstico e tratamento. 3. ed. São Paulo: Lemos Editorial; 2002. p. 221-229.
MINCIS, M; MINCIS, R. Doença do refluxo Gastroesofágico (DRGE): Atualização Diagnóstica e Terapêutica. Revista Hospitalar. Ano X. n. 56. Mar-Abr/2008. p.115 – 117. São Paulo- SP. Office Editora e Publicidade Ltda.2008.
NASI, A; MORAES-FILHO, J. P. P. de e CECCONELLO, I. Doença do refluxo gastroesofágico: revisão ampliada. Arq. Gastroenterol. [online]. 2006, vol.43, n.4, p. 334-341.
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