"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".
14 de jul. de 2011
É VERO!
DOUTOR É QUEM FAZ DOUTORADO?
É assustador! Inúmeras pessoas indignadas ao ler um artigo tão esclarecedor tratando-se de um tema, com intuito de esclarecer o que vem a ser o pronome de tratamento “Doutor”. Ressalto, que na língua culta doutor não é pronome de tratamento. Acredita-se que o currículo do Prof. Dr. Março Antonio Ribeiro Tura, causou inveja a alguns pobres de espírito, que nem com provas claras do que é um “DOUTOR”, ainda se vêem no direito de ser chamados por Dr. (sendo bacharel em Direito, ou outro curso de especialização que seja).
Hoje ao pesquisar na internet a fonte de onde se tira a pesquisa é fundamental, no mínimo te livra do tal “plágio”. Percebe-se que Prof. Dr. Março, seguiu na íntegra, dando também aos menos desavisados a chance de pesquisar.
Vamos lá!
"Doutor" é aquele que recebeu o grau mais elevado no curso universitário. Certo! Apelar por leis do Império, abolidas com a proclamação da República, ou analogias, de todo risíveis, são desculpáveis apenas pela vontade de serem reconhecidos como seres diferentes, "doutos", em tempos de mediocridade acadêmica, propagação danosa de cursos de direito etc.
Chamamos bacharéis em direito, medicina e engenharia usualmente de "doutores" por mera questão de tradição e imposição social. Nada mais.
Para mim, Viviane Barbosa “doutor” é quem fez, o doutorado, ou seja, defendeu uma tese perante uma banca de especialistas e desenvolveu um trabalho de pesquisa inédito, avançando o conhecimento.
Eu não conclui nem um curso superior, fiz somente o magistério, 3 anos de Administração de Empresas e 1 ano de Pedagogia, porém antes de tornar-se legalmente proibido, eu fiz por 15 anos, trabalhos acadêmicos como forma de sustentar a mim e aos meus 2 filhos. Isso mesmo! Fiz o famoso TCC, para estes que se intitulam doutores em Direito, medicina e outros, fora as inúmeras pós–graduação, que hoje vejo até publicadas, algumas dezenas de mestrados. Ora, ora, que crime cometi. Não era considerado crime.
Hoje continuo pesquisando, lendo tudo que vejo, até um papelzinho de bala que está ao chão. E quando vejo alguns pseudo-s (bacharel) querendo ser chamado de “doutor”, sinto-me culpada, busco pela memória se não é um dos acadêmicos que ajudei a ter o título de Bacharel em Direito.
Sabedoria é quando aceitamos o que é certo. Que seja aceito, por ser o certo... DOUTOR É QUEM FAZ DOUTORADO.
30 de jul. de 2009
Deus quer cuidar de você

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: ASPECTOS GERAIS

A doença do refluxo gastroesofágico segundo Mincis (2002, p, 221-229) pode ser definida como:
Afecção crônica decorrente do fluxo retrógado de parte do conteúdo gastroduodenal para esôfago e/ou órgãos adjacentes ao mesmo, acarretando variável espectro de sintomas e sinais esofágicos e/ou extra-esofágicos associados ou não a lesões teciduais. A doença do refluxo gastroesofágico é afecção de grande importância por prejudicar a qualidade de vida, e pela possibilidade de apresentar complicações, uma das quais, lesão pré-maligna (esôfago de Barret).
A doença do refluxo gastroesofágico, por sua vez, é freqüentemente definida pela presença de seus sintomas e suas complicações, tem como principal sintoma o vômito.
A doença do refluxo gastroesofágico é afecção de grande importância médico-social pela alta e crescente incidência e por gerar sintomas de intensidade variável, que se manifestam por tempo prolongado, podendo prejudicar consideravelmente a qualidade de vida do paciente.
”Tem prevalência estimada de 20% na população adulta dos EUA e taxas similares na Europa, e no Brasil, estudo populacional empreendido em 22 metrópoles, entrevistando-se amostra populacional de 13.959 indivíduos, observou-se que 4,6% das pessoas entrevistadas apresentavam pirose uma vez por semana e que 7,3% apresentavam tal queixa duas ou mais vezes por semana” (NASI, et. al., 2006). Em função desses dados, estima-se que a prevalência da doença do refluxo gastroesofágico, em nosso meio, seja ao redor de 12%.
A doença do refluxo gastroesofágico ocorre quando este refluxo torna-se excessivo, apresentando-se como uma entidade clínica freqüente e que normalmente se manifesta através dos sintomas clássicos de pirose (azia), regurgitação e disfagia, podendo ocorrer ainda sintomas atípicos, tais como: dor torácica, rouquidão, tosse crônica, sibilos e laringite de difícil tratamento.
Estudos epidemiológicos demonstram que “aproximadamente um terço das populações ocidentais apresenta sintomas sugestivos de Doença do refluxo gastroesofágico pelo menos uma vez por mês, com 4 - 7% da população apresentando sintomas diários” (CAMPOS, 2005).
Os sintomas típicos são pirose (ou azia) e a regurgitação (principalmente).
Embora esses sintomas tenham sensibilidade relativamente alta (em torno de 70%) para o diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico estão relacionados com doenças pulmonares, do ouvido, do nariz, da faringe e laringe (MINCIS, 2008).
Há estudos recentes que verificou que:
A associação entre doença de refluxo gastroesofágico e câncer de laringe e faringe, de risco independente do fator fumo. Em estudos recentes verificou-se que alguns casos de distúrbios do sono podem ser explicados pela doença do refluxo gastroesofágico. Alguns pacientes com distúrbio do sono têm doença de refluxo gastroesofágico mais acentuada. Verificou-se também que alguns tipos de arritmias cardíacas melhoram com o tratamento da doença de refluxo gastroesofágico (MINCIS, 2008, p.115).
A gravidade dos sintomas não está intimamente associada à apresentação ou ao grau de histológico da doença do refluxo gastroesofágico; a maioria das pessoas apresenta sintomas de refluxo sem ter lesão na mucosa esofágica distal, devido a curta duração do refluxo. As lesões anatômicas parecem se correlacionar melhor com a exposição prolongada do esôfago inferior ao material refluído. Raramente os sintomas crônicos são intercalados por intensa dor torácica, que pode ser confundida com um ataque cardíaco. Entre as possíveis consequências da intensa esofagite de refluxo estão sangramento, ulceração, formação de estreitamento e tendência para desenvolver esôfago de Barrett, com seus riscos associados (KUMAR; ABBAS; FAUSTO, 2005).
São cabíveis dois tipos de abordagem inicial em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico: tratamento empírico (teste terapêutico) e tratamento baseado na confirmação diagnóstica da afecção por exames subsidiários. Na decisão sobre a abordagem a ser adotada, é importante considerar a idade e a presença ou não de manifestações de alarme. Na presença de manifestações de alarme, tais como disfagia, odinofagia, anemia, hemorragia digestiva e emagrecimento, nos indivíduos com história familiar de câncer e naqueles com queixas de náuseas e vômitos e/ou sintomas de grande intensidade ou de ocorrência noturna (NASI, et. al., 2006).
Para Mincis (2002, p. 115) “o diagnóstico deve basear-se na anamnese (sintomatologia), exame físico e exames complementares”.
De acordo (LARANJEIRA, 2007, p. 165) “uma anamnese e exame clínico criterioso permitem o diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico, evitando a realização de exames complementares e a instalação de tratamentos desnecessários”.
E segundo a mesma autora os exames complementares para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico podem ser úteis para:
a) Detectar a ocorrência do refluxo;
b) Estabelecer uma relação causal entre o refluxo e sintomas;
c) Avaliar a terapêutica;
d) Excluir outras causas.
Os exames subsidiários são métodos auxiliares para responder aspectos apresentados pelo paciente.
Campos, G, L. RVN; DeMeester, TR. Doença do Refluxo Gastroesofágico e Hérnias Diafragmáticas. In: Coelho, JCU. Aparelho Digestivo – Clínica e Cirurgia. 3. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. p.360-385.
CARVALHO, S.D; NORTON, R.C; PENNA, F.J. Aspectos atuais da abordagem da esofagite de refluxo complicada em crianças e adolescentes. Revista Med. Minas Gerais, 2004, 14 (1 supl.3) p. 78 - 84.
GUIMARAES, E. V; MARGUET, C. e CAMARGOS, P. A. M. Tratamento da doença do refluxo gastroesofágico. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2006, vol.82, n.5, suppl., p. 133-145.
KUMAR, V; ABBAS A. K; FAUSTO N; Robbins e Cotran Patologia Bases Patológicas das Doenças. 7ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2005. p. 844
LARANJEIRA, M. Refluxo gastroesofágico. Revista Pediatria Moderna – vol. VLIII – n.4 Julho//agosto – 2007. p. 150 -177.
Mincis, M; Mincis, R. Doença do refluxo gastroesofágico e suas complicações. In: Mincis M, editor. Gastroenterologia & hepatologia: diagnóstico e tratamento. 3. ed. São Paulo: Lemos Editorial; 2002. p. 221-229.
MINCIS, M; MINCIS, R. Doença do refluxo Gastroesofágico (DRGE): Atualização Diagnóstica e Terapêutica. Revista Hospitalar. Ano X. n. 56. Mar-Abr/2008. p.115 – 117. São Paulo- SP. Office Editora e Publicidade Ltda.2008.
NASI, A; MORAES-FILHO, J. P. P. de e CECCONELLO, I. Doença do refluxo gastroesofágico: revisão ampliada. Arq. Gastroenterol. [online]. 2006, vol.43, n.4, p. 334-341.
Glândula pineal

A glândula pineal é uma estrutura cinza-avermelhada do tamanho aproximado de uma ervilha (8 mm em humanos), localizada logo rostro-dorsal à colículo superior e atrás da stria medullaris, entre os corpos talâmicos posicionados lateralmente. Anatomicamente, é considerada parte do epitálamo. É uma estrutura epitalâmica pequena e única, situada dorsalmente à região caudal do diencéfalo. Ela é derivada de células neuroectodérmicas e, à semelhança da retina, desenvolve-se a partir de uma invaginação do teto da parede do terceiro ventrículo.
A glândula pineal é, portanto, uma estrutura de linha média, sendo vista freqüentemente em radiografias simples de crânio, pela alta incidência de calcificação da mesma.
Há algumas décadas, acreditava-se que a glândula pineal fosse um órgão vestigial (assim como o apêndice vermiforme em humanos), sem função atual. No entanto, mesmo órgãos vestigiais podem apresentar alguma função, ocasionalmente diferente da função do órgão do qual se originou. Aaron Lerner e colegas da Universidade de Yale descobriram que a melatonina está presente em altas concentrações na pineal.[8] A melatonina é um hormônio derivado do aminoácido triptofano, que tem outras funções no sistema nervoso central. A produção de melatonina pela pineal é estimulada pela escuridão e inibida pela luz.[9]
A retina detecta a luz, sinalizando a informação para o núcleo supraquiasmático. Fibras neuronais que se projetam deste para os núcleos paraventriculares, que transmitem os sinais circadianos para a medula espinhal e via sistema simpático para os gânglios cervicais posteriores, e destes para a glândula pineal.
A glândula pineal é grande na infância e reduz de tamanho na puberdade. Parece ter um papel importante no desenvolvimento sexual, na hibernação e no metabolismo e procriação sazonais. Acredita-se que os altos níveis de melatonina em crianças inibem o desenvolvimento sexual, e tumores da glândula (com conseqüente perda na produção do hormônio) foram associados a puberdade precoce. Após a puberdade, a produção de melatonina é reduzida, e a glândula freqüentemente está calcificada em adultos.
A citoestrutura da pineal parece ter similaridades evolutivas com células retinais de cordados.[10] Demonstrou-se que aves e répteis modernos expressam o pigmento fototransdutor melanopsina na glândula pineal. Acredita-se que as glândulas pineais de aves possam funcionar como os núcleos supra-quiasmáticos de mamíferos.[11]
Relatos em roedores sugerem que a glândula pineal podem influenciar a ação de drogas de abuso como a cocaína[12] e antidepressivos como a fluoxetina;[13] e pode também contribuir na regulação da vulnerabilidade neuronal a lesões.[14].
REFLUXO GASTROESOFÁGICO - TRATAMENTO
O tratamento da doença do refluxo gastroesofágico visa a melhoria da qualidade de vida nos primeiros anos de vida e apresenta potencial impacto positivo na vida adulta, se analisar que algumas complicações do refluxo gastroesofágico estão associadas à duração da doença.
“O Consenso de Montreal classificou a doença do refluxo gastroesofágico, tendo suas manifestações sido caracterizadas como síndromes esofágicas e extra-esofágicas” (GUIMARÃES, et. al., 2006).
Segundo MINCIS (2008, p. 115 - 117) os objetivos do tratamento são:
Aliviar os sintomas, cicatrizar as lesões, prevenir recidivas e complicações, que poderiam ser alcançados aumentando a pressão basal do Esfíncter inferior esofágico (EIE), acelerando o esvaziamento gástrico, melhorando a função motora, aumentando a salivação e diminuindo o potencial tóxico do refluxado.
As síndromes esofágicas foram divididas em síndromes sintomáticas e síndromes com lesões esofágicas; as síndromes extra-esofágicas foram divididas em associações estabelecidas e associações propostas. “O emprego de uma classificação da doença do refluxo gastroesofágico baseada nessas situações racionaliza a abordagem farmacológica, pois, em alguns momentos, a conduta inicial não exige precisão diagnóstica, principalmente quando se considera a relação custo/risco/benefício”. (GUIMARÃES, et. al., 2006).
Quanto ao tratamento clinico de ordem geral e comportamental são:
Ø Elevar a cabeceira da cama em cerca de 15 cm, com blocos de madeira ou tijolos;
Ø Reduzir o peso, em obesos;
Ø Evitar deitar logo após as refeições principais, pois a posição de decúbito nessa ocasião favorece muito refluxo gastroesofágico;
Ø Se ocorrer, preferir o decúbito lateral esquerdo;
Ø Evitar situações que aumentam a pressão intra – abdominal ou intragástrica;
Ø Alimentos que diminuem a pressão do EIE (chocolate, gordura, carminativos) ou atuam como irritantes sobre a mucosa esofagiana (sucos cítricos, tomate e seus derivados e, segundo alguns autores, café);
Ø Álcool e fumo;
Ø Medicamentos que reduzem a pressão do EIE ou atuam como irritantes diretos da mucosa do esôfago, já mencionados.
Embora na prática recomendem todas essas medidas, “estudos controlados recentes recomendam apenas elevar a cabeceira da cama, decúbito lateral esquerdo e perda de peso” (DDW, 2007 apud MINCIS, 2008, p.117).
O tratamento cirúrgico deve ser considerado naqueles pacientes cuja sintomatologia persiste, apesar do tratamento medicamentoso, especialmente os portadores de esofagite grave refratária ao tratamento clínico com doses maiores de inibidores de bomba de próton, os pacientes com quadros respiratórios graves e aspirações pulmonares, além daqueles que não toleram as drogas rotineiramente utilizadas para o tratamento da doença de refluxo gastroesofágico. “A fundoplicatura de Nissen é o procedimento cirúrgico mais utilizado, especialmente por videolaparoscopia” (CARVALHO, 2004).
De acordo com LARANJEIRA (2007) os estudos científicos têm demonstrado que adultos portadores de refluxo gastroesofágico podem iniciar seus sintomas durante a infância, e que a detecção e abordagem terapêutica precoces podem resultar em melhor qualidade de vida e diminuição das complicações.
Outros, porém, consideram incertos se o tratamento do refluxo durante a infância modifica a incidência e severidade dos sintomas.
CONHECENDO AS MANIFESTAÇÕES DO LÚPUS

Zerbini e Fidelix (1989) sistematizam os principais sintomas da doença em ordem de incidência: artrite, febre, problemas na pele, tais como vermelhidão em "asa de borboleta", fotossensibilidade, queda de cabelo, fenômeno de Raynaud (coloração de mãos e pés), feridinhas no nariz e na boca, bem como cansaço, perda de peso, problemas renais, problemas pulmonares, problemas cardíacos, aumento de gânglios, depressão e, até, complicações neurológicas e psicóticas, que fazem parte de outras doenças. Essa combinação de sintomas diferentes em cada pessoa torna difícil o diagnóstico de lúpus.
Zerbini e Fidelix (1989) apontam a psicose e a depressão como as complicações neuropsiquiátricas mais freqüentes. O fato das pessoas serem portadoras de doença crônica tende a criar uma noção distorcida de que essas pessoas têm razões para se sentirem deprimidas em virtude da doença, o que impede a realização de um diagnóstico precoce. Grande parte das crises depressivas em pessoas portadoras de Lúpus Eritematoso Sistêmico tem curta duração, desaparecendo em alguns meses, mas devem ser tratadas com o mesmo empenho e persistência com que se trata qualquer outra expressão da crise lúpica.